“Medo. Tudo que sinto agora. Tenho medo da dor que sentirei se tu fores embora; sinto medo da dor de ter-te por perto, mas não sendo minha. O medo chegou dilacerando tudo, deixando cada parte aqui dentro um caos. Você deixou minha vida de pernas pro ar, e agora eu não sei se aguento te ver partir. Como num livro em que li diz: a dor precisa ser sentida. E acho que precisa mesmo. Talvez seja necessário passar por tudo isso e sentir cada coisa que você me proporciona. Tu tornou-se meu mundo, onde eu não sei passar sequer um minuto sem que o teu nome inunde minha cabeça. Os pensamentos insistem em me martelar, em mostrar pra mim que o que eu sinto é intenso demais para tentar ser esquecido. Vou sofrer pelos dois caminhos e tenho medo de qual deles pode ser pior.”